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d&a ajuda ‘Brasileiros’, da TV Globo, a mostrar o trabalho de Claudia Vidigal.

Categorias: Cidadania, Comportamento, Comunicação & Jornalismo Sem Comentários

 Na última quinta-feira, o repórter Marcelo Canellas abriu o programa Brasileiros, da TV Globo, fazendo o seguinte questionamento: “Que importância tem a vida de uma única pessoa na rotina de uma cidade como São Paulo?”.  Para respondê-lo, o jornalista  mostrou a iniciativa da psicóloga Cláudia Vidigal, uma jovem paulista que acredita na força das histórias individuais para construir uma cidadania coletiva. 

Clique na imagem para assistir ao programa.

Com a ajuda da jornalista Ana Paula Rodrigues e da relações públicas Maria Claudia Vasconcellos - que fizeram os contatos com a TV Globo e integravam a equipe de profissionais d&a quando as gravações foram realizadas – Canellas apresentou o trabalho desenvolvido por Cláudia à frente do Instituto Fazendo História. “Ela foi buscar no passado de crianças fragilizadas, pela pobreza ou pelo abandono, uma maneira de planejar o futuro”, explica o repórter.

Cláudia Vidigal monitora mais de 700 histórias de vida. Todas viram livros escritos por garotos que vivem nos abrigos de São Paulo. São órfãos ou meninos e meninas que, por alguma razão, não puderam ser cuidados pelos pais. Escrevendo relatos, livros de suas próprias vidas, essas crianças pretendem encontrar um lugar na história do nosso país.

Cada pessoa, uma história para contar
 
Em 2002, foi iniciado o Programa Fazendo Minha História, que propõe um resgate da trajetória de vida dessas crianças. Neste projeto pioneiro, as ferramentas de trabalho são simples: álbuns, canetas, lápis, cola, fotografias e uma boa história para contar. Sim, porque todo mundo tem uma história e a vida no abrigo é cheia de amigos e bons momentos. Cabe a cada colaborador registrar os acontecimentos e resgatar o passado da criança ou adolescente  juntamente com ele, promovendo o orgulho de existir e a capacidade de lidar melhor com a amizade, a perda, a confiança, o carinho…
 
O produto final é o livro “Fazendo minha História”, que pertence à criança e a acompanhará após a saída do abrigo. “Tudo o que ela vive fica guardado e um dia será a razão de suas atitudes. A emoção e o orgulho com que todos recebem e abraçam o álbum são a maior recompensa”, conta Cláudia, uma das idealizadoras e coordenadora geral do projeto.
 
Três anos depois, com o programa Fazendo Minha História já consolidado, um grupo formado por quatro psicólogas criou um núcleo de trabalho e produção de conhecimento sobre os abrigos: o Instituto Fazendo História, dedicado a analisar as carências destas instituições e propor soluções.
 
“Detectamos que não faltam instituições com esse propósito – de abrigo – no País. O que falta mesmo é qualidade no serviço prestado. Muitos desses abrigos precisam de apoio para desenvolverem, na sua plenitude, o papel social que devem desempenhar”, explica Cláudia. Garantir a subjetividade e fazer entender que cada criança e adolescente atendido são únicos, incentivando-os a construir e transformar a sua história é a grande missão do trabalho.
Saiba mais sobre o projeto em  www.fazendohistoria.org.br
 

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