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Site de denúncias anônimas da Folha recebe 700 mensagens em seis dias

Categorias: Cidadania, Comportamento, Comunicação & Jornalismo Sem Comentários

 A página , lançada na semana passada pela Folha de São Paulo, recebeu, em seis dias – até as 18h desta sexta-feira (24/9), 700 mensagens com relatos de leitores de vários lugares do País a respeito de nepotismo, fraudes em licitações e favorecimentos de políticos nas três esferas de poder.

O canal – inspirado no site Wikileaks, criado pelo australiano Julian Assange – é aberto, fica hospedado no site da Folha.com, e está habilitado para receber documentos inéditos (fotos, vídeos, áudios e textos) que possam gerar reportagens investigativas, de acordo com a avaliação dos jornalistas do veículo.

O editor executivo da Folha de São Paulo, Sérgio Dávila, conversou com a reportagem do Portal Comunique-se e explicou os objetivos que pretende alcançar com o Folhaleaks.

O que os levou a implantar o Folhaleaks na Folha? 
A percepção da necessidade de dar acesso à sociedade a informações relevantes, estreitando ainda mais a relação dos leitores com a produção de reportagens de interesse público. Nossa ideia é dar acesso ao maior número de informações relevantes possíveis ao leitor.

Existe a possibilidade de as informações recebidas pelo Folhaleaks serem abertas a outros jornalistas?
Sim, uma vez que a reportagem principal tenha sido publicada na Folha.

Como a fonte que enviou a pauta/ denúncia será inserida na matéria?
O anonimato da fonte está garantido. Ela só aparecerá se quiser e se a informação for relevante para a reportagem.

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