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Novas tecnologias e práticas sustentáveis criam cidades inteligentes

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Foto: Francielle Caetano / PMPA

Porto Alegre, 26 de novembro de 2011 – Na última sexta (25), durante o terceiro dia de atividades do 10º Congresso Mundial Metropolis – Cidades em Transição, Xavier Trias, prefeito de Barcelona (Espanha), abriu o painel “Inovação Urbana”, realizado no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Em sua primeira visita ao País como representante da capital catalã, Trias ressaltou a influência que o Brasil exerce em todo mundo e falou sobre o projeto de tornar sua cidade referência para as chamadas “Smart Cities”, com a criação de uma plataforma de integração de serviços urbanos.

A primeira parte do encontro com tema “Inovação Urbana e o poder das redes: colaboração comunitária e co-criação” teve como moderador Nicola Villa, diretor global de Inovação Urbana da IBSG Cisco Systems. Ele disse que a globalização já está consolidada e que esta não pode ser pensada sem tecnologia. Ele frisou a importância do acesso à banda larga, já que, atualmente, tudo está conectado e isso se dá, principalmente, nas cidades. “Tudo está sendo colocado na rede. A questão agora é como iremos utilizar essas tendências para ajudar as cidades e as relações governos – governos e cidades – cidades”, afirmou.

Ramon Segarra, diretor de infraestruturas 22@Barcelona, falou sobre o projeto inovador que vem transformando uma região da capital catalã em um local revitalizado, baseado em desenvolvimento sustentável e energias renováveis. “Estamos perseguindo este futuro para a cidade, buscando melhores práticas para melhor infraestrutura”, disse.

Bill Hutchison, presidente da Aliança i-Canada, trouxe o exemplo da cidade de Toronto que, como a capital carioca, possui uma central de monitoramento de serviços e informações. “Queremos compartilhar nossas experiências com outras metrópoles e, como temos uma grande disseminação da tecnologia e da banda larga, porque não para cidades menores do interior. A próxima revolução será um sistema setorial e contextual, no qual saberemos quais serviços oferecer para cada cidadão”, relatou Hutchison.

Focada em soluções inovadoras aplicadas à mobilidade urbana, a segunda mesa de debates apresentou o tema “Inovação e Mobilidade – Movendo pessoas, bens, informação e ideias”, e teve como moderador Holger Dalkmann, diretor da Rede EMBARQ. Rodrigo Rosa, representando o prefeito do Rio de Janeiro, destacou o projeto do Centro de Operações do Rio, que foi inaugurado há um ano e tem ajudado no desenvolvimento de ações preventivas e emergenciais para diminuir os impactos de tragédias naturais, como deslizamentos de terra por exemplo.

Por meio de um sistema de telepresença da Cisco, Molly Webb, chefe de tecnologia inteligente da The Climate Group, organização que cria projetos e busca parcerias com governos com foco em reduzir a emissão de gases do efeito estufa, mostrou, ao vivo de Londres, como as tecnologias inteligentes podem contribuir para gerar redução de carbono. Ela destacou o exemplo de Amsterdam (Holanda) que, como diversas cidades do mundo, possui um centro inteligente. “Assim como estou fazendo neste momento, podemos trabalhar via teleconferência. Desta forma, os funcionários não precisarão se deslocar, menos prédios serão construídos e, consequentemente, os governos gastarão menos”, falou.

Participaram também do painel Dr. A. Ravindra, assessor do ministro-chefe de Karnataka em Bangalore (Índia); Bill; Dra. Hye Jeong Lee, diretora de trabalho inteligente, NIA, em Seul (Coréia do Sul); Patrick Daude, coordenador da Rede Cities for Mobility em Stuttgart (Alemanha); Vanderley Cappellari, presidente da Empresa Pública de Transporte Coletivo (EPTC) e secretario de Mobilidade Urbana de Porto Alegre; Miguel Lifschitz, prefeito de Rosário (Argentina) e André Imar Kulczynski, presidente da PROCEMPA.

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