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Práticas Sustentáveis e Agricultura Periurbana em pauta no 10º Congresso Mundial Metropolis – Cidades em Transição

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 Porto Alegre, 25 de novembro de 2011 Autoridades da Índia, Venezuela, África do Sul, França, Rússia, Etiópia, Taiwan e Brasil trataram do tema “Agricultura Periurbana e Energia Renovável” durante plenária realizada na última quinta-feira no  10º Congresso Mundial Metropolis – Cidades em Transição. Atualmente, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esse índice chegará a 70% em 2050, quando a população atingirá a marca de 9 bilhões de pessoas.

Como garantir uma alimentação segura nessas circunstâncias é uma das principais preocupações dos gestores urbanos. Revoltas causadas por falta de alimentos ocorreram em mais de 40 países entre 2007 e 2008. Por outro lado, contraditoriamente, as populações urbanas são as mais afetadas também pela obesidade, pelo diabetes e pela deficiência de nutrientes. Por isso, torna-se cada vez mais importante planejar a produção e a armazenagem de produtos de alta qualidade nutricional em cinturões verdes próximos aos grandes centros de consumo, como complemento à produção em zonas rurais. Dessa forma, também é possível reduzir a poluição e o consumo de combustíveis fósseis no transporte.

“É fundamental garantir uma política de territorialidade que não torne as áreas agrícolas ao redor das cidades cada vez mais restritas”, disse o coordenador do painel, Iuli Nascimento, chefe de estudos de Planejamento Urbano e Desenvolvimento (IAU) da Île-de-France (região que engloba Paris). Outro desafio será estimular o crescimento da renda dos produtores locais para que melhorem suas práticas, inclusive com a adoção de tecnologias de baixo consumo de energia e maior atenção à preservação ambiental (conservação do solo, manutenção das florestas e gestão de recursos hídricos).

“Estamos buscando proteger as zonas verdes que cercam a capital venezuelana e tentando fazer valer normas que já existem há anos para a cidade, mas que nunca foram colocadas em prática”, disse Zulma Bolivar, presidente do Instituto Metropolitano de Urbanismo da região metropolitana de Caracas (Venezuela).

 Já Irina Ivashkina, diretora do Instituto de Pesquisa Meio-ambiental de Moscou, mostrou as iniciativas implementadas na capital russa e falou sobre a concorrência para a criação de vilas urbanas. “São as cidades do futuro. Um local onde vivemos, socializamos, trocamos informações com os vizinhos e, ainda, estamos perto da natureza”, explica.

Participaram ainda da sessão os palestrantes Christian Thibault, diretor do Departamento de Meio-Ambiente Urbano e Rural do IAU; Gareth Haysom, pesquisador-associado da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul); Eduardo Rechden, diretor de projetos do INOVAPOA, de Porto Alegre (Brasil); Po-Jung Chen, secretário de Relações Internacionais de Taipei (Taiwan); Rodrigo Rosa, assessor do prefeito do Rio de Janeiro (Brasil); Abrehet G. Gebremedhin, coordenadora de desenvolvimento de recursos naturais do Addis Ababa Environment Protection Authority, de Addis Ababa (Etiópia); Professor K.T. Ravindran, presidente, arquiteto e urbanista do Instituto de Urbanismo de Nova Delhi (Índia) e, na presidência da mesa, Hélène Gassin, vice-presidente do Conselho Regional da Região de Île- de-France (França). 

Mais informações no site oficial - http://portoalegrecongress2011.metropolis.org/program -, que tem versões em português, inglês, espanhol e francês.


[+] SOBRE A METROPOLIS

Criada em 1985, a Associação Mundial das Grandes Metrópoles – Metropolis (www.metropolis.org) é uma rede internacional que agrupa grandes metrópoles e governos metropolitanos de todo o mundo com o objetivo de fomentar a transferência de conhecimentos e boas práticas urbanas. Atualmente, mais de 120 cidades fazem parte da associação, entre as quais seis são brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Guarulhos, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A Rede Metropolis é ainda uma aliança global entre governos metropolitanos e seus associados para promover a sustentabilidade urbana, por meio da promoção de uma abordagem inter-setorial e de interrelações entre os diferentes aspectos da sustentabilidade urbana: ambiental, econômico, social e cultural; da atuação tanto nas regiões metropolitanas já urbanizadas como naquelas em fase de forte crescimento urbano; da definição da cooperação público-privada e de projetos entre diferentes instituições e níveis de governo e da promoção da inovação urbana e governança metropolitana.

Além disso, a Metropolis administra a seção metropolitana de CGLU (Cidades e Governos Locais Unidos) e é reconhecida como uma organização de primeira ordem por organismos internacionais como a ONU-Habitat, Agência das Nações Unidas para temas urbanos e o Banco Mundial.

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